ao longe o mar coberto
de manta branca e cheiro forte
desnuda o verbo e inspira
na inspiração do que comove
e junto ao verbo, o vento
na ventania de areias a grudar
areias nestes fios castanhos
emoldurando um rosto ao mar
e na pele a brisa corta
oposta ao sol do dia
se fecha pelo os olhos a lembrar
a esquecer que se sentia
e dentro de uma brisa embriagante
as feições se hormonizam com o esquecimento
o corpo se esvoaça num vestido errante
no pensamento que se vai com o vento
por entre os cílios se via
que se cintila em mil a luz distante
como um farol a iluminar a noite preta
e um impulso eterno como um instante
nem sempre é bom falar do mar. é um fluir de águas em pensamento, e águas correntes e salgadas e marinas e só águas. então que transbordem
um dia voltarei a falar de asfalto. e isso ainda não é uma troca justa.
bom mesmo é falar do ar, ou de qualquer lugar que não se repete
ouvindo os acordes adictos e oníricos de John Frusciante - Smiles from the streets you hold
bons sonhos
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
suave como um correr de águas bravas
com o sal do mar no corpo
e com a inquietude de um pensamento levado ao céu
dakele sentimento do qual se bóia no mar
da vez em que trocamos o olhar
o infinito e eu
...
quero mudar de indentidade
transformar os cheiros,
que eles sejam de outras ruas
de campos pensados
dakeles delírios noturnos
assim como as poluções dos jovens
num gozo poético
mas longe e eterno
distante e em mim
e com a inquietude de um pensamento levado ao céu
dakele sentimento do qual se bóia no mar
da vez em que trocamos o olhar
o infinito e eu
...
quero mudar de indentidade
transformar os cheiros,
que eles sejam de outras ruas
de campos pensados
dakeles delírios noturnos
assim como as poluções dos jovens
num gozo poético
mas longe e eterno
distante e em mim
Assinar:
Comentários (Atom)
