E cá estando, volto a pensar na vida que me falta, e nessa falta, a 'não-vida' se repete.
Vou remediando essa ausência com cotidianeidades
e assim a vida se torna mais dizível.
Nessa sucessão de brevidades e do que é possível,
se consolida um palco de vivências tão grande e impalpável
que não se pode mensurar.
Acredita-se que a vida não se vê.
E mesmo estando à espera e/ou correndo atrás, querendo avidamente algo tão Tão,
os grandes feitos realizam-se em sutilezas.
Ou será que sou tão menor que eu?
Lembro da época em que tinha uma vida bem típica e prazerosamente estável. Tinha 20.
Acordava cedo, ia pro trabalho, no fim da tarde pegava o fretado, ia pra faculdade.
A noite, depois de passar por todo fardo diário,
situações constrangedoras, pessoas desnecessárias,
(nem tão desnecessárias, já que me fizeram perceber o que é necessário ou não)
e algumas satisfações íntimas, eu dormia o sono dos justos. Reclamava do que era certo reclamar, e assim seguiam-se os dias..
Haviam momentos eternos nisso tudo, um deles era o caminho da faculdade.
Andar até lá era ver a cidade de longe, e querer perder tempo recuperando o tempinho roubado dentro dos dias.
E andávamos sem compromisso pelas ruas..cinzas, quietas, caóticas, desertas, arborizadas, estreitas, cruzadas, fechadas, 'envieladas', residenciais, asfaltadas, esburacadas, barulhentas, retas, floridas.
Pulávamos muros, descíamos escadas. Fazíamos caminhos aleatórios no fim da tarde rosa.
As vezes íamos de cara fechada, de máscara, de toca de nadador, íamos de cara com o vento, de blusa na cintura,íamos sérios, cansados, tirando sarro, tirando a roupa suada, como quem vai deixando o que tá a mais pelo chão. Íamos desengravatando a alma.
E eu fui de vários jeitos diferentes destes também. E não fui só.
Íamos até abocanhar o último pedaço de pão - o que restou do bandejão do trampo, ou o que foi comprado numa padaria suja de uma esquina qualquer - dávamos o último trago no marlboro light, adentrávamos o campus e..tchau, até mais.
Era bom.
Bom porque assim foi lembrado, já que no momento em si, apena era.
Um pedacinho de cotidiano
As vidas vivas são lembradas no vazio de uma rua principal, em que pessoas clamam por viver algo que elas de fato viveram em travessas
e eu sempre no meu estilo metafórico-nostálgico-piegas literal. é nóis
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Dúbio
Ele tem um sim. Um olhar de quem não profere verbos, de quem cala .
Se cala na horas incorretas. Carrega na boca que fecha a experiência não dita. Na vida dele tudo tem esse tom, do harmoniosamente errado.
Um meio oculto de ser dois, de ser vários em seu espaço secundário. Um ser consigo, um ser com os outros.
No registro de duas pupilas carregadas, do que fatiga a mente clara. É uma presença sem estar. É altivo e finge se enganar.
Espalha dúvidas, no invólucro da certeza que não se deixa pentrar, que não expele. É um errado.
É uma coitado, é pernicioso, que já não liga pros erros. os erros o completam.
eu não gosto dele.
Se cala na horas incorretas. Carrega na boca que fecha a experiência não dita. Na vida dele tudo tem esse tom, do harmoniosamente errado.
Um meio oculto de ser dois, de ser vários em seu espaço secundário. Um ser consigo, um ser com os outros.
No registro de duas pupilas carregadas, do que fatiga a mente clara. É uma presença sem estar. É altivo e finge se enganar.
Espalha dúvidas, no invólucro da certeza que não se deixa pentrar, que não expele. É um errado.
É uma coitado, é pernicioso, que já não liga pros erros. os erros o completam.
eu não gosto dele.
getting old
os bons já se uniram
o que me resta é uma estrada larga
estou ficando velha de corpo e alma
e com inspiração apenas culinária
inspiração culinária?
como eu posso postar um negócio com um desfecho genial desse?
que coisa mais de tia..
o que me resta é uma estrada larga
estou ficando velha de corpo e alma
e com inspiração apenas culinária
inspiração culinária?
como eu posso postar um negócio com um desfecho genial desse?
que coisa mais de tia..
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