eu não sei escrever, e isso basta pra eu continuar escrevendo
meus pensamentos ocultos ainda permeam tudo que minha vista capta
é o sentido crú, a psique desemenbrada, a colisão entre afeto e formalidade,a boa intenção vítima da frustração. todos os caminhos escreveram uma história.
cultivo com oq a palavra ainda não alcança, meus prazeres particulares, esculpidos por singelezas, por tudo que me arrepia a pele, que está quase fora de mundo, com o que avisto de longe, com o que não tem o toque humano
Voltei as pazes com aquela tristeza que humaniza, que remói e não mata...voltei a luz da sanidade, a contemplar a manhã, pensando em teorias, no café da manhã, e como vai fundo o vento
meus prazeres discretos e sutis vão além de uma festiva reunião de família, com vicios, e sorrisos. Só se pode estar triste, quando se está bem.
Quando eu choro, eu preciso me olhar no espelho, verificar que sou eu mesma alí,de volta a mim, que enxágua a pintura do olho, que cora o rosto da palidez social, a q retornou das ruas sujas da luz, das rugas do cotidiano, do cheiro acumulado das pessoas, do aspecto do trem, sua sumptuosa estaçao, as entidades históricas pela cidade, como pano de fundo de vidas rápidas, que passam, nas ruínas da sociabilidade, das mulheres, dos homens, das maiorias que vibram com efemeridades, que sente algo que de leve lateja, que de leve incomoda, mas se sentir mal é fraqueza, então dissipam-nas em noites breves, mágicas, que como reminiscências, trazem o sentido de estar aqui, vivo.
A sujeira me traz algo por ver, real, além da miséria da beleza.
É preciso muito para se viver e nada para ser feliz.
Carrego na minha barriga um coração que bate forte,fortíssimo, acelerado, vivo, latejante, de batida compulsiva, carrego-o em contradição com tudo por onde passo.
Eu penso que sempre quis estar aqui, andando pela rua, me permitindo não pensar, só imaginando pra onde vai cada um, se há algo maior do que o oi, o tchau, o riso e a maldade fácil.
talvez seja apenas desconfiança...
pra não ter que esquecer que o amor existe, e que relações não são escupidas em vaidades e compensações, pra não ter que pensar em Freud sempre que algo agride, sempre que sinto em cada discreto comentário uma oposição velada...eu precisei criar um outro ser.
as relações são caricatas, e afirmar isso não é necessariamente concordar, é entender que é assim que as coisas são entendidas e reproduzidas.
Meu incômodo é fundamental, porém toda manhã é grande e fresca, e eu agradeço.
vendo o domingo num pôr do sol, e ouvindo Sarah Vaughan
domingo, 19 de dezembro de 2010
Assinar:
Comentários (Atom)
