terça-feira, 15 de junho de 2010

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de passo em passo, de ponte voz com silêncio
fechada, com braço, com cara, gorjeia ímplicito e em comum,
um murmúrio ao vento nú de noite
irreconhecendo-se na sombra que se define mais que si
delineando por onde sai, o que se pensa, quando nem se pensando está
e que sempre, sempre, mas por quê? sempre e enfim
compelida de sim, não? expelida pelo que sente
sempre, é a desmedida repetição.
pasmada e mais e mais, um súbito com o que já não é novo ao olho
quando se depara com o incôndito, do que acende,
subliminar, define, definha.
o que poderia simples se traçar como vida, assim?
quatro letras trazem muito aperto
e esconde anseio, por trás do que há por atrás,
e por nós, mas quê?
é um silêncio que tudo guarda, toda a impressão de mundo
um monólogo mudo, arfante sem ai,
no mundo nem sempre se está pronto,
e quando se apronta pra tudo, cai?