domingo, 4 de abril de 2010

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um lugar vago é este
no qual se edificam algumas hesitações, num tempo que já passou,
nem vislumbra nada por vir.
Sem lamento dos caminhos conhecidos. Agora é uma fadada esquina.
Simples é minha esquina, e longe. Longe quando se quer estar em lugar que não se plana
Uma constatação no meio do esquecimento de um mundo que tá em todo lugar.
Já não é um passo atrás. É um passo certo, por não abstrair a exatidão das coisas e do tempo



raiz frágil que barra o mar forte. o Jundu, uma metáfora

sexta-feira, 2 de abril de 2010

as vezes lembro de coisas, de situações, cito nomes
essa mania de tornar livre os sentimentos, esqueço até a palvra que os nomeia
é a saudade, esta singular..nem boa , nem má
e o tempo, este imperador intocável absoluto
a resolução do tudo, um correto, um frio e sistemático tempo.
tornando a pronuncia um eco, um erro um eterno, um amor um cisco
no tempo a vida é provável
quero que a novidade do teu ser envelheça
até se tornar numa coisa óbvia,
até acabar toda a surpresa
perceber em silêncio o teu comportamento mundano
ver de perto teus gestos reais
me alimentar das suas falhas aos poucos
entendê-lo como um igual
e concluir que viemos dos animais
quero desgastar sua presença
e todo o teu corpo vestido
desnudar sua imperfeição e sua beleza
até sua voz se tornar um ruído
ver um borrão na sua cara
desbancar sua expressão
arder, me arrepender
e do seu lado
me entregar em outro olhar
para um desconhecido
lembrar da paixão
como um coito interrompido.
compor com Adriana todo o sentimento maldito.
ivertendo esse velho, um amor não vivido.

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o estigma que se cria é um conceito duro
é um imagem, enpedrada rígida, rígida
foram as palavras que eu não falei?
foram os olhares que eu não lancei?
no silêncio se pronuncia os mais veementes verbos.
a quietude lapida as mais diversas formas
um olho surdo não percebe.
eu me comuniquei com o incomunicável