segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Minha alma é claustrofóbica

A dor liberta
extravasa no corpo
o que na alma perece
extrai da lágrima
o que no sorriso esquece

no olhar atento
ao fato ao gesto
os sentidos ao gosto
ao suspiro, ao gozo

não me rendo mais ao apelo
dos sabores pequenos
dos medos mesquinhos
dos olhares não atentos
dos desafetos extremos

minha alma é claustrofóbica
é drama e clama
reclama e xinga
vibra, agoniza,
cai
e não morre
fere o corpo
e vinga

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