sexta-feira, 2 de abril de 2010

quero que a novidade do teu ser envelheça
até se tornar numa coisa óbvia,
até acabar toda a surpresa
perceber em silêncio o teu comportamento mundano
ver de perto teus gestos reais
me alimentar das suas falhas aos poucos
entendê-lo como um igual
e concluir que viemos dos animais
quero desgastar sua presença
e todo o teu corpo vestido
desnudar sua imperfeição e sua beleza
até sua voz se tornar um ruído
ver um borrão na sua cara
desbancar sua expressão
arder, me arrepender
e do seu lado
me entregar em outro olhar
para um desconhecido
lembrar da paixão
como um coito interrompido.
compor com Adriana todo o sentimento maldito.
ivertendo esse velho, um amor não vivido.

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