quarta-feira, 19 de maio de 2010

em nós não cabia poesia, não se pensava sobre ar, não se pensava sobre o dia
erámos engenho sem ciência. a curiosidade de um sentimento
germinado em nossos beijos. cavando nosso instinto, tumultuando nosso silêncio
corando nosso rosto, instalando nosso código.
seu cheiro barato pela tarde, sua mão o céu áspero. me deitei na sua órbita
me deixei no mundo, por aí flutuei, em nós dois, em quatro, 360.
nesta órbita o ciclo se encerra, e em algum lugar comum da história nossa pele se esbarra.
o eixo da terra se desloca, e assim anoitece em nossos sonhos.
se vê que escurece rapidamente, em um tempo a mais na rotina,
na rotina que repousa a novidade, e ao fim o amor que em vento pó vira
e o nosso tempo passou

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